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Seção cinco: O mínimo que você deveria saber sobre o propósito da vidaCristo e anticristo – SER ou não serNOTA: Este é um excerto do livro O Mínimo que Você Deveria Saber Sobre a Vida. Quando o Criador decidiu dar livre-arbítrio aos co-criadores, ele sabia que seria possível que pudessem desqualificar os seus poderes criativos e isso poderia resultar na criação de um véu, feito de energias desqualificadas e crenças incorretas que levaria a separá-los (nas suas mentes, não em realidade) de seus professores espirituais, de seus seres espirituais e do seu Criador. Então eles poderiam esquecer as suas origens e identidades espirituais e, até mesmo, chegarem a acreditar que não seriam nada mais além de animais altamente desenvolvidos, produto da hereditariedade e de fatores ambientais. Como esse risco poderia ser minimizado e como poderia o Criador ter certeza que um co-criador sempre teria a opção de retornar a sua verdadeira identidade, sem importar o quanto ele tenha descido abaixo dela? O Criador criou uma solução genial, um mecanismo de segurança cósmico. Como foi descrito antes, o Criador começou um processo criativo contraindo o seu Ser numa singularidade, criando assim um vazio. Desde então, Ele tem gradualmente se expandido em um movimento para eventualmente encher o vazio. Assim, há duas forças básicas envolvidas na criação, que é a força de expansão (Deus o Pai) e a força de contração (Deus a Mãe). Se a força de expansão fosse dominante, a energia do Criador poderia se expandir em uma explosão incontrolada e instantaneamente preencher o vácuo. Mas se a força de contração fosse dominante, tudo poderia se contrair num buraco negro e nenhuma estrutura organizada poderia sobreviver. Desde que o propósito da criação é fornecer uma expansão gradual que permita aos co-criadores crescerem em autoconsciência, deve haver uma força que equilibre as forças de expansão e contratação, assegurando, dessa forma, um crescimento equilibrado que gradualmente conduzirá em direção à meta final. A força que está destinada a equilibrar as forças de expansão do Pai e de contração da Mãe é o único Filho unigênito de Deus, que é a mente do Cristo universal, que a Bíblia chama a Palavra. Ela é uma mente que transcende qualquer ser humano individual, mas é possível que um ser humano possa alcançar um sentido de unidade com esta mente universal e, através dela, se tornar o Cristo encarnado, a Palavra encarnada. De fato, o potencial mais alto de todos os seres humanos é deixar a mente que esteve em Cristo Jesus estar neles e assim cumprir o seu papel de serem co-criadores totalmente iluminados que têm o domínio da mente sobre a matéria, demonstrado por Jesus e outros Seres iluminados. A mente de Cristo é designada para ser o elemento de unificação por trás de todas as inumeráveis manifestações do mundo da forma. A mente de Cristo contém o projeto para a criação, incluindo o objetivo do Criador e todas as leis espirituais e naturais de Deus. E como a Bíblia diz: “Sem ele nada do que foi feito teria sido feito” (João 1:3), significando que por trás de todas as aparências externas há a realidade da mente de Cristo. A conseqüência disto é que você nunca pode perder o seu potencial para reivindicar a sua identidade verdadeira. Não importa o quanto tenha descido para um estado de consciência mais baixo (em comparação à consciência com a qual você foi criado), jamais poderá estar completamente perdido (a). Você SEMPRE terá a opção de alcançar a mente de Cristo que é o verdadeiro Salvador da humanidade. O próprio Jesus falou sobre a mente de Cristo, mas desde que só lhe era permitido ensinar através de parábolas, ele usou um símbolo para ela e a chamou “o Reino de Deus.” Foi por isso que Jesus disse que o Reino de Deus está dentro de você, (Lucas, 17:21), significando que ele é um estado de consciência. A mente de Cristo é um fator unificador que está destinado a assegurar a unidade entre o Criador e a sua criação, especificamente para co-criadores autoconscientes que possuem livre-arbítrio, dando a eles a opção de irem contra as leis de Deus. No entanto, eles não podem ir contra as leis Divinas usando a mente de Cristo, o que significa que a mente de Cristo deve ter um oposto, que é a mente do anticristo que torna possível para eles separarem-se de Deus e dos seus professores espirituais, criando um véu que faz com que pareça que estão separados do seu Criador, dos outros co-criadores e do planeta no qual vivem. Dessa forma, torna-se possível para os co-criadores esquecerem os propósitos Divinos para a criação ou deliberadamente rebelar-se contra este objetivo, recusando a desempenhar os seus papéis pretendidos. Quando você tem uma extensão da mente de Cristo, você vê a unidade subjacente de toda a vida, o que torna impossível ferir os outros. Jesus disse-lhe para fazer com o outro o que você quer que ele lhe faça porque ele viu a unidade de toda a vida. Assim, ele sabia que o que você faz aos outros, está fazendo a si mesmo (a), ao seu Ser Maior, e quando você está preso (a) na mente do anticristo, pensa que está separado desse Ser ou que ele nem sequer existe. Isto dá a origem à ilusão que você pode ferir os outros sem machucar a si mesmo (a) e que as suas ações são desprovidas de conseqüências ou que, de alguma forma, você pode enganar o universo e escapar da reação dos seus erros. Sem dúvida alguma você deve ter ouvido a pergunta levantada na peça de Shakespeare, Hamlet: “Ser ou não ser, esta é a questão.” O significado maior dela é: “Ser o Cristo ou não ser o Cristo, esta é a colocação verdadeira.” Você tem o potencial de ser o Cristo em encarnação, mas somente você pode responder a essa pergunta se escolherá sê-Lo ou não.
Copyright © 2008 by Kim Michaels |
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