Seção quatro: O mínimo que você deve saber de como co-criar uma vida melhor

Como se elevar acima do seu passado

NOTA: Este é um excerto do livro O Mínimo que Você Deveria Saber Sobre a Vida.

Se elevar acima do seu passado não é nem de perto tão difícil quanto possa parecer. Um fato simples é que as circunstâncias do seu passado que lhe limitam nesta vida foram todas criadas por você. Assim, a capacidade de realização consiste em saber que qualquer coisa que tenha criado, também pode ser desfeita. Você criou as circunstâncias restritivas pelo uso inconsciente de suas faculdades criativas e o fato de poder criar essas limitações demonstra que elas estão funcionando. Assim, você pode usar essas mesmas habilidades criativas para desfazer as limitações provenientes do seu passado, simplesmente começando a usá-las de forma consciente. Esta seção descreve como fazer isto.

Autoconsciência
A fundação dos seus esforços criativos é o fato que você tem autoconsciência, sabe que existe e que tem a habilidade de criar. Infelizmente, a maior parte das pessoas diminuiu a sua autoconsciência, muitas vezes para evitar a dor. Um mecanismo simples é que se você não pensar que pode fazer algo para modificar a sua vida, seria melhor não pensar nela e isso tem acontecido em muitas vidas, vividas em uma cultura que não é particularmente espiritual, embora afirme ser religiosa. Assim, muitas pessoas não têm um hábito de se observarem com o objetivo de superar crenças autodestrutivas.

A melhora necessária não é começar a comparar-se a algum padrão artificial de como o ser humano perfeito deve ser e várias sociedades criaram tais padrões. O que você tem de fazer é descobrir a sua identidade espiritual reunindo-se a sua Presença EU SOU. Cada um é um indivíduo único e a única avaliação relevante consiste em saber até que ponto você está exprimindo a sua individualidade Divina, ao contrário da identidade inferior que você construiu ao longo de muitas vidas.

É essencial entender que ao reclamar a sua individualidade Divina, o seu ser consciente encontrará uma forte oposição do seu ego que não abandonará voluntariamente o controle que exerce sobre o seu ser inferior, portanto você tem de retomá-lo com determinação. Será necessário que assuma responsabilidade por sua vida e por seu crescimento espiritual e deve superar a tendência de confiar em gurus, instituições ou filosofia fora de si mesmo (a); pois deve aceitar que tem tudo o que precisa dentro de si mesmo (a) através do seu Cristo Pessoal e da sua Presença EU SOU. Outros ensinamentos ou outras pessoas podem ser úteis, mas eles jamais devem substituir a conexão direta com o seu ser espiritual. Você não deve deixar nada neste mundo ficar entre você e a sua Presença EU SOU.

Também é extremamente útil entender, como foi explicado antes, que o ego criou uma prisão mental a qual o ser consciente pode sair a qualquer momento. A razão é que o ser consciente é mais que o ego e suas crenças; e quando você não se identificar mais com ele será mais fácil admitir a criação das crenças erradas dele. Entretanto, isso somente pode acontecer quando o seu Eu Consciente decidir que irá novamente cumprir o seu papel tomando as decisões em sua vida, o que proporcionará uma mudança sutil na maneira que você a vê, e que pode ajudá-lo (a) a evitar as armadilhas de medo, culpa ou vergonha. Em vez de sentir-se culpado (a) por seus erros e procurar ocultá-los, você agora passa a vê-los como simples experimentos científicos que não produziram resultados desejados e, assim, para superar os efeitos desagradáveis, você quer expor as suas crenças erradas, ao nível da consciência maior, portanto você pode deixá-los para trás o mais rápido possível.

Uma parte de estar observando a si mesmo (a) e assumindo responsabilidade por sua vida é reconhecer que você cometeu erros e o ego nunca admitirá que os cometeu, portanto, ele tentará puxá-lo (a) em um ciclo infinito de busca tentando justificar suas ações e crenças. A mensagem principal do ego é que você não pode e não precisa modificar-se, que é o mesmo que deixá-lo no controle. Como parte deste objetivo, ele tentará desencorajá-lo (a) a reconhecer os seus erros, tanto fazendo com que sinta medo de que possa ter feito algo imperdoável, sentindo-se tão culpado (a) ou envergonhado (a) que não irá querer ver o passado; quanto fazendo com que se sinta tão orgulhoso (a) que pense que nunca cometeu erros, ou que não tenha de admiti-los.

A chave para evitar esses jogos do ego é reconhecer que o Eu Consciente não cometeu a maior parte dos erros que foram cometidos por você. Num certo sentido o Eu Consciente cometeu somente um erro que foi o de se recusar a tomar decisões e, assim sendo, permitiu o ego tomar a maior parte das decisões da sua vida. O ponto aqui é que a maior parte dos erros específicos que você fez foram resultados de decisões tomadas pelo ego e como o Eu Consciente não é o ego, de certo modo, você não cometeu esses erros. A mentira promovida pelo ego é que se algo ruim foi feito, isso lhe torna uma pessoa má e a verdade é que o erro não faz do Eu Consciente uma pessoa ruim e, separando-se do ego, você se elevará acima do engano.

Entretanto, isso não pode ser mal interpretado achando que você não é responsável pelos enganos cometidos. O Eu Consciente é responsável pelas decisões tomadas na sua vida, logo, se Ele decide que não tomará mais decisões, estará desistindo do poder de estar no comando, mas não escapará da responsabilidade das decisões tomadas. Logo, é melhor reconhecer que foi um engano dar poder ao ego, mas também admitir que uma vez que assumiu responsabilidade pela sua vida novamente, o engano é desfeito, mas continua sendo responsável em resolver as crenças imperfeitas e energias desqualificadas criadas pelo ego, sem precisar identificar-se com ele ou sentir-se culpado (a).

O resultado dessa realização é sutil, mas muito importante. Quando não mais se identificar com o ego e com as suas decisões, fica mais fácil separar-se e admitir as crenças erradas dele e simplesmente deixá-lo para trás. O processo de superar um erro tem os seguintes elementos:

  • Você deve resolver a crença autodestrutiva ou então permitir que o seu ego tome e justifique a decisão que lhe levou a cometer o erro e deve substituí-la com uma resolução que esteja em alinhamento com a sua individualidade Divina e leis espirituais.
  • Você deve transformar qualquer carma externo (carma direcionado contra outras pessoas) resultante desta decisão.
  • Você deve transformar qualquer carma interno (carma direcionado contra si mesmo (a), como depreciar-se por ter cometido o erro).
  • Você deve tomar a decisão consciente de liberar toda a situação e deixá-la para trás e decidir nunca mais lembrar do seu pecado.

O elemento final é o aspecto mais essencial do crescimento espiritual, porque afinal você nunca pode mudar o que aconteceu no passado; entretanto, quando se eleva acima do estado de consciência que lhe levou, ou melhor, levou o ego, a cometer o erro e quando tiver neutralizado o carma interno e externo, o engano não terá mais nenhum objetivo de existir. De fato, ele agora existe somente em um lugar na sua memória. Assim, a última atitude em superar um pecado é perdoando todos os envolvidos na situação e a si mesmo (a).

Você simplesmente deve liberar a situação e esquecê-la e, assim, findando o processo de apagar qualquer registro, escrito com a energia dos seus pensamentos e sentimentos, para que o universo seja literalmente restaurado ao mesmo estado de pureza antes que o erro fosse cometido. Por isso é como se o erro nunca tivesse acontecido. O que foi escrito com as energias de baixa vibração do universo material tem sido agora apagado porque foi simplesmente escrito na areia. A maior parte das pessoas entende mal o perdão e pensam que se elas desculpam alguém, elas o deixam fora do laço. Na verdade, quando você desculpa todo o mundo, você se coloca fora do laço, porque não está mais atado (a) à situação ou a pessoa e pode agora seguir adiante sem ser oprimido pelo passado. Até que o perdão seja completo, você não está completamente livre do seu passado.

A importância desses conceitos é que enquanto cresce no caminho espiritual você precisa se elevar acima do sentimento de que você é um ser humano ou talvez um (a) pecador (a) miserável. É necessário deixar esse senso de identidade morrer e aceitar que é um ser espiritual, um (a) co-criador (a) com Deus. É somente quando libera todo elemento de identidade humana que alcança uma liberdade total que vem de um crescimento acima de seu ego e do seu sentido falso de identidade.

Imaginação
Como tem sido explicado, qualquer forma começa com uma imagem mental na mente do ser autoconsciente, que é sobreposta sobre a Luz da Mãe que, eventualmente, toma uma forma física que projeta a imagem. Esta imagem mental deve ser formada usando a imaginação, a habilidade de visionar uma forma que não pode ver, ainda que seja uma forma que nunca tenha sido imaginada por alguém.

A conclusão lógica é que a sua habilidade de criar é completamente dependente de sua imaginação e você não pode criar o que não pode imaginar; então, se a sua imaginação é limitada não há nada que possa fazer para se elevar acima dessas limitações. Se não pode imaginar que consegue escapar da prisão mental criada pelo ego, então literalmente não poderá escapar. O fato mais importante sobre a imaginação é que o Eu Consciente tem uma criatividade ilimitada e este presente nunca poderá ser perdido. Assim, não importa como se veja nesse momento, você ainda tem a habilidade de começar a imaginar que poderia se elevar acima das circunstâncias atuais. Entretanto, a chave para conseguir isto é que o Eu Consciente deve tomar de volta o papel de imaginar o seu futuro em vez de permitir que o ego o faça.

O Eu Consciente foi criado no reino espiritual e, assim sendo, ele tem a habilidade de imaginar o reino e sua identidade espiritual, mesmo antes de vivenciá-los no momento. A imaginação para uma realidade maior é que abre a porta para a sua experiência interna com ela. Em contraste, seu ego foi criado no mundo material e ele simplesmente não pode imaginar nada além deste mundo, porque sua imaginação é limitada às condições que ele vê aqui, incluindo a idéia de que você realmente é um ser humano com poderes muito limitados. Ele firmemente acredita que não há nada que possa ser feito para mudar as suas condições físicas usando o poder de sua mente e pensa que você precisa usar as condições deste mundo para se sair dele, embora ele não tenha nenhuma ética ou moral e sua filosofia básica é: “Se isso funciona, então faça”.

O ego é completamente egocêntrico e essencialmente acredita que é o centro do universo. A natureza e as outras pessoas estão aqui simplesmente para servir às suas necessidades, mas infelizmente outras se recusam obstinadamente a aceitar este fato. Assim, é necessário que o ego tente controlá-las e é aceitável que ele use qualquer meio para alcançar este objetivo. Simplesmente, nada é mais importante do que a sobrevivência dele.

Agora se torna óbvio que a chave para melhorar a sua situação é que o Eu Consciente deve separar-se da visão mundial egocêntrica do ego e começar a usar a sua imaginação para visionar um melhor futuro. Você deve desafiar a sonhar, a imaginar que você é mais do que ele, mais do que a programação mundial quer que você seja. Você é um ser espiritual que foi criado por um Deus amoroso e totalmente digno do amor perfeito que expulsa todo o seu medo. Sempre que você sentir uma limitação na sua própria psique, como uma crença autodestrutiva, imagine uma crença melhor e livre a si mesmo (a) da visão limitada.

Você deve tentar imaginar melhores circunstâncias externas para si mesmo (a) e criar uma imagem mental da situação que quer experimentar. Você deve, então, usar sua imaginação para ver a si mesmo (a) nesta situação, vivenciando como deveria se identificar, pensar, sentir e agir. Use, então, o poder total da sua imaginação para manter essa imagem com o firme conhecimento interno que isto IRÁ se manifestar no tempo certo. Como a Bíblia diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1). O significado é que a fé verdadeira começa com a imaginação do que não é visto ou ainda não manifestado. Ainda quando a imaginação se torna um firme conhecimento interno, baseado na realização de como todas as coisas são criadas através da mente; a imagem imaginada é sobreposta sobre a Luz da Mãe e a luz toma a forma visualizada.

Quando corretamente exercitada, o processo não pode falhar. Imaginação é a sua habilidade de alcançar além do universo material e até a essência dos seus quatro corpos inferiores. Você então pode manter uma visão mais alta para a sua vida agarrando-se a ela e gradualmente abaixá-la pelos quatro níveis do universo até que ela se manifeste como uma realidade física.

Raciocínio mais elevado
O universo material é criado como um laboratório ou sala de aula cósmica, na qual novos co-criadores estão destinados a aprender como usar os seus poderes criativos experimentando. Você faz isso usando a sua imaginação para visionar a forma que quer manifestar ou uma ação que quer tomar. Você então põe a sua imagem visionada em movimento e o espelho do universo material reflete-a de volta. Assim, o universo pode ser comparado com uma máquina de realimentação de vida gigantesca que é intencionada a ajudar-lhe, como aprender vendo as suas imagens mentais projetadas nas circunstâncias materiais.

É essencial saber que você foi criado (a) como um (a) novo (a) co-criador (a) que tinha uma limitada autoconsciência, limitada consciência das leis de Deus e experiência limitada com o universo material. Assim, não era esperado que fosse perfeito (a), assim como não se espera que um bebê ande na sua primeira tentativa. Era esperado que você tomasse certas ações que poderiam ser consideradas como erros, porque elas produziram conseqüências indesejáveis. Ainda aprendendo das suas ações, você cresceria e, assim, qualquer ação poderia se tornar uma experiência de aprendizagem. Uma vez que você aprende de um erro, ele deixa de ser um erro e transforma-se num degrau para o crescimento. E o seu crescimento é o objetivo principal da sua existência, como será explicado depois.

A conclusão é que você crescerá somente enquanto estiver disposto (a) a aprender de suas ações, mesmo daquelas que têm conseqüências indesejáveis. E como você pode aprender? Usando a sua autoconsciência para observar a si mesmo (a), a sua imaginação para visionar o resultado mais alto possível e, então, usar a sua habilidade de usar o seu raciocínio para comparar o resultado atual com o potencial mais alto. Quando você vê uma discrepância, você realiza que poderia ter feito melhor e, então, usa a sua capacidade de raciocinar para analisar como você poderia ter agido para obter um resultado melhor. Infelizmente, quando o ser consciente se recusa a tomar decisões, a sua capacidade mais alta para raciocinar é neutralizada. Em vez disso, é a capacidade limitada, egocêntrica e racional do ego que assume. A diferença é considerável:

  • O seu ser consciente pode acessar a mente de Cristo, primeiro através do seu Cristo Pessoal e, eventualmente, diretamente. A mente de Cristo contém pleno conhecimento das leis espirituais que são destinadas a assegurar harmonia e equilíbrio para o universo. Quando você conhece essas leis, tem um padrão absoluto para medir uma ação e as suas conseqüências. Se uma imagem mental ou uma ação estiverem em harmonia com as leis espirituais, ela realçará tanto a sua própria vida como a vida de outras pessoas, bem como as condições do planeta Terra. Ele gerará energias que vibram acima de um nível crítico, significando que elas podem fluir de volta até o seu ser espiritual e, assim, forçar a figura a fluir entre Espírito e matéria. Se uma ação gera energias de uma vibração mais baixa, ela simplesmente perde o alvo (deixa escapar uma meta) e assim você tem de aprender como elevar a sua visão e trazê-la para a harmonia de uma realidade maior da mente de Cristo.
  • O seu ego não pode acessar a mente de Cristo, mas somente a mente do anticristo. Como será explicada mais detalhadamente depois, a sua mente não tem um padrão absoluto para o que é construtivo ou destrutivo. Para o ego todas as coisas são relativas, o que significa que ele sempre justifica uma ação ou a conseqüência dela, porque ele não pode conceber um critério mais alto e, assim, ele avalia todas as coisas baseadas em normas egocêntricas. O que ele pensa é bom para ele mesmo e irá justificar como sendo correto, apesar de como as conseqüências afetem os outros e até mesmo você em longo prazo.

A conclusão é que a verdadeira maneira para que aprenda através de suas ações e as use como um degrau para o crescimento é que o seu ser consciente deve separar-se do raciocínio relativo do ego e reunir-se com o raciocínio absoluto da mente de Cristo. Você deve recusar em prender-se no jogo infinito do ego de tentar justificar as suas crenças e ações, e simplesmente deixar para trás o que não está funcionando para você.

O seu ser consciente é completamente capaz de fazer isso, apesar dele precisar de algum tempo para ver através desse jogo e desfazer as muitas ilusões dualistas criadas pelo ego. No início, as lições espirituais ou um professor externo podem ser de grande ajuda nesse processo, mas a chave verdadeira é que você se conecte com o seu professor interno que é o seu Cristo Pessoal. Você tem de aumentar as suas faculdades intuitivas para que possa conhecer a verdade da mente de Cristo através de um conhecimento interior.

Força de vontade
O centro real do processo de seu crescimento espiritual é o fato que você tem livre-arbítrio. É fazendo escolhas e experimentando as conseqüências delas que você cresce. O seu livre-arbítrio fica no seu ser consciente, entretanto, ele pode se recusar a tomar decisões enquanto que o seu ego assume e decide por você. Isto é o que tem acontecido com a maior parte das pessoas e os seus egos têm criado uma espiral descendente que leva ao aumento de sofrimento. A razão é que o ego não reconhece as leis espirituais (pois ele não pode acessar a mente de Cristo) e, assim, ele não é capaz de tomar decisões que favoreçam a vida, pois todas as decisões feitas por ele resultam em conseqüências limitantes e energias desqualificadas.

Agora se torna claro que a chave para dar uma reviravolta na sua vida e criar uma espiral ascendente ao invés da espiral descendente do ego, é que você deve desejar uma mudança completa. O Eu Consciente deve decidir que tomará de volta o poder de tomar decisões. O que fará com que um co-criador chegue a este ponto? Há duas opções básicas:

  • A pessoa eventualmente "alcança o fundo do poço.” O ego finalmente precipita uma crise tão grande que o ser consciente desperta e diz: “não posso continuar fazendo isto [não tomando decisões], tenho de modificar-me.” Essa reviravolta é impelida pelo medo de que algo ainda pior possa acontecer.
  • A pessoa tem uma crise positiva, um despertar espiritual, na qual ela percebe a forma como a vida funciona. Isto é o resultado de uma autoconsciência expandida combinada com o desejo de um futuro melhor, ao analisar a sua vida e concluir que ela não lhe satisfaz, decidindo tomar uma atitude para modificá-la. A compreensão básica consiste no pressuposto de que, se você continuar fazendo a mesma coisa, nada se modificará e, assim, você deve mudar a sua situação interna antes que você possa esperar que a sua situação externa se modifique.

Em muitos casos as pessoas continuam fazendo a mesma coisa até que elas experimentam uma crise que finalmente as acorda para o fato que as suas ações têm conseqüências negativas, negadas pelo ego, e livre do medo de uma conseqüência pior (morte, ir para o inferno ou o que quer que seja) elas mudam completamente as suas vidas. Isto pode levar claramente ao crescimento, mas é essencial reconhecer que um crescimento baseado no medo somente lhe motivará por um determinado tempo. De fato, é possível que você possa emperrar num certo nível do caminho e não o ultrapasse até que eleve a sua motivação do medo para o amor.

Um simples fato é que a senda espiritual é um caminho que leva à unidade entre o ser consciente e o ser espiritual e você sempre fugirá do que tem medo e correrá em direção ao que ama e, assim, enquanto o seu ser consciente estiver motivado pelo medo, ele correrá da união com o seu ser espiritual, encorajado pelo ego. Somente quando estiver baseado no amor você se direcionará para a unidade com o seu ser espiritual.

Como tem sido explicado, a senda é um processo de rendição de crenças imperfeitas. Você pode fazê-la livre do medo, porque você teme que, se continuar a agir de certa forma, alguma coisa realmente ruim irá lhe acontecer. Logo, a maior motivação é fazê-la porque compreende que ama alguma coisa mais que o ego e as suas crenças egocêntricas, bem como as “coisas” do mundo material. Muitas pessoas interessadas espiritualmente já começaram o processo de mudança baseada no medo para uma motivação baseada no amor.

Por exemplo, muitas pessoas têm uma sensação de que vieram para esta vida com um propósito específico, que elas têm uma missão a ser cumprida. O planeta Terra está atualmente numa fase de transição durante a qual a humanidade deve se elevar para um nível de consciência mais alto e muitos co-criadores ofereceram-se para encarnar, nesta época, para ajudar a facilitar este crescimento de consciência que pode levar a um mundo mais próspero e pacífico. A chave é entender que o seu ego está lhe impedindo de cumprir o seu dever, e quando você reconhece quanto você ama a sua missão, fica muito mais fácil deixar de lado as crenças egocêntricas dele.

O que o amor tem a ver com força de vontade? Muitas pessoas têm tentado mudar as suas vidas teimosamente impondo restrições e disciplina sobre elas mesmas. Isto pode ser uma medida temporária útil e é necessária alguma força de vontade para deixar um vício. Sem dúvida, ao longo do caminho, a utilização da força de vontade como uma força externa aumentará, de fato, a tensão e a divisão na sua psique.

Como foi explicado antes, as crenças do ego podem ser comparadas a um programa de computador na mente subconsciente. Por exemplo, um vício é o resultado de uma programação de computador subconsciente que visa puxá-lo para um padrão específico de comportamento. Quando você usa a sua força de vontade, estará criando um novo programa com a intenção de superar o velho, programa este que procura dominar o antigo, puxando-o em um modelo menos destrutivo do comportamento. Ainda assim o velho programa não é retirado, e você continuará com o conflito, muitas vezes para o resto de sua vida.

A melhor maneira é elevar a motivação baseada no amor pela qual você não tem de interagir com o programa destrutivo. Você pode retirá-lo, em vez disso, porque você acredita que ama algo de tal forma que está disposto (a) a abandonar o antigo programa e a consciência inteira da qual ele se originou. Assim, a força de vontade que se fundamenta no amor é sempre superior à que é baseada no medo que poderá ser útil para livrá-lo de uma situação muito destrutiva. Porém, somente a vontade com base no amor pode levá-lo por todo o caminho de volta para casa.

Uma informação final que você precisa entender sobre a força de vontade é o seu Eu Consciente é que deve tomar a decisão de levá-lo além do ego e que Ele vive no agora, já que o ego vive no passado e está sempre sonhando com um futuro que nunca chega. Portanto, o ego tenta aprisionar a sua consciência no passado (através do remorso ou tentando justificar as suas ações) ou no futuro (imaginando como ele deverá ser). Assim o único momento de decidir é agora e, obviamente, você não pode tomar decisões no passado porque ontem já passou. Ainda o ego tentará adiar a decisão que você controle a sua vida, sugerindo que isto não precisa ser feito imediatamente, poderá esperar até amanhã ou até a próxima vida.

Ainda é uma realidade sutil que o amanhã nunca chega. Quando você acordar amanhã, o que parece com amanhã agora mesmo se tornou hoje. Assim, a decisão final de estar no controle de sua vida deve ser feita no agora. Então, a pergunta é se você vai tomar a decisão agora mesmo ou se você a adiará até algum futuro agora e, assim, prolongando o seu sofrimento até que o futuro agora se transforme no presente agora, o eterno agora.

 

 

Copyright © 2008 by Kim Michaels

 

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